Sugestão de Leitura: Por Amor à Língua

17-04-2020

Acreditamos que algumas expressões estão certas e nem duvidamos que possam ser de outra forma. «Compramos» a primeira palavra que nos cai bem no ouvido. Estará correta a maneira como falo e escrevo?

São muitas as maneiras de dizer e que se tornam o prêt-à-porter das bocas aceleradas. Ou, o «pronto-a-dizer» costurado à medida. As palavras ditas e escritas, quando emprestadas muitas vezes, tornam-se memes.  

Quando não existe a necessidade de reforçar uma ideia, os pleonasmos são usados por mim, por si, por muitos. E, sem termos consciência disso, perpetuamos o seu uso.

Diz o autor que nunca leu um livro que não tivesse encontrado erros. «Um só. Por mais curto que fosse.» 

O meu embaraço foi grande quando me corrigiu pela primeira vez, - logo eu que passo a vida a corrigir as palavras tortas - mas agora reflito antes da emenda e perdi o medo do erro por vício, por ignorância.

O erro, de tão comum, talvez não exista para si, até ler o livro Por Amor à Língua de Manuel Monteiro.

Convido o leitor a assistir a este vídeo, com muito humor (e com amor à língua), e que mostra a frequência com que nos repetidos inutilmente.

Até para a semana.

Cristina Pinto


Trabalhar a partir de casa é o desejo de muitas pessoas. Sonham não ter de enfrentar o trânsito, acordar mais tarde, ter tempo para outras tarefas, estar mais tempo junto dos filhos, alimentarem-se a horas com comida feita em casa e, sobretudo, não terem de cumprir um horário fixo.

Queria ser jornalista. Depois de terminar o curso, Filipa conseguiu alguns estágios em jornais e publicações locais. Trabalhava sem contrato e sem horário, mas com muitas promessas. Estava a começar a sua carreia e a esperança tornou-se a razão para apostar tudo em cada experiência que saía frustrada. O jornal fechou, a revista não lhe pagou o que...

Por mais livros que as pessoas leiam, por mais cursos que as pessoas frequentem, por mais gurus que as pessoas sigam, há sempre alguém com dificuldade em mudar de vida.