Sugestão de leitura: Mude a Sua Vida Aprendendo a Dizer Que Se F*da

10-05-2019

Ao lado do meu ombro esquerdo, logo abaixo da clavícula, tenho um botão imaginário. É o botão do f***-se! Carrego neste botão com o meu indicador direito ou, quando não posso, imagino que estou a fazê-lo. Nesse momento, simplifico muito a minha vida e digo para mim mesma que não quero saber, segue em frente, não tem importância. Descobri este botão em situações de stress e percebi o quanto me acalmava e me fazia sorrir, quando olhava para a cara de quem me apetecia mandar a algum lado.

Foi no ano passado que encontrei este livro e logo pensei que o tinha de ler. Queria a confirmação de que dizer f***-se resultava. Avancei então para a minha estratégia do dois em um. Comprei-o para oferecer à pessoa ideal e, mais tarde, pedi-lhe o livro emprestado. Faço isto algumas vezes e assumo-o dizendo: «Quero muito ler este livro, quando terminares, empresta-mo.» 

Esta é uma fórmula para aprender a dizer chega. Chega de se preocupar com o que os outros pensam, chega de estar com quem não quer, chega de ir onde não deseja, chega de comer o que não gosta. E o melhor de tudo, é que faz aquilo que quer, fica bem com a sua consciência e os outros ainda o compreendem sem ficarem ofendidos.

Sarah Knight ensina a arte de dizer f*da-se sem ser "um filho da mãe ou uma criancinha". A ideia é encontrar o equilíbrio entre a franqueza e a delicadeza. Dizer o que se pensa sem magoar o outro, ainda que queira muito dizer: «que se f***»! 

Não se trata de ser um especialista em hipocrisia ou um diplomata. Trata-se de obedecer à sua vontade. Quantas coisas já fez contrariado? Em quantos lugares já esteve sem vontade? Quantas coisas já comprou ou disse só para ficar bem na fotografia? Não será preciso um grande esforço para se lembrar dos seus sorrisos amarelos ou do sapo que teve de engolir para estar naquela festa. 

Aprenda a recusar um convite, aprenda a dizer não, aprenda a dizer o que quer de modo assertivo, como se fosse um iluminado.

Porque tem de se preocupar com o que os outros pensam, se os outros, aparentemente, não se preocupam com o que você pensa? Deixe-me dizer-lhe um segredo. Eles pensam exatamente o mesmo. 

Até breve.

Cristina Pinto


Trabalhar a partir de casa é o desejo de muitas pessoas. Sonham não ter de enfrentar o trânsito, acordar mais tarde, ter tempo para outras tarefas, estar mais tempo junto dos filhos, alimentarem-se a horas com comida feita em casa e, sobretudo, não terem de cumprir um horário fixo.

Queria ser jornalista. Depois de terminar o curso, Filipa conseguiu alguns estágios em jornais e publicações locais. Trabalhava sem contrato e sem horário, mas com muitas promessas. Estava a começar a sua carreia e a esperança tornou-se a razão para apostar tudo em cada experiência que saía frustrada. O jornal fechou, a revista não lhe pagou o que...

Por mais livros que as pessoas leiam, por mais cursos que as pessoas frequentem, por mais gurus que as pessoas sigam, há sempre alguém com dificuldade em mudar de vida.