Do Desemprego para a Assistência Virtual

25-09-2020

A taxa de desemprego aumentou no segundo trimestre e o mercado não terá capacidade de acolher tantas pessoas disponíveis para trabalhar nos próximos meses. A procura de uma solução poderá passar por criar o seu posto de trabalho a partir de casa.

O problema

Nunca, como agora, foi tão seguro trabalhar em casa devido à pandemia Covid-19, mas esta mesma pandemia também criou um impacto muito negativo no mercado de trabalho, fazendo diminuir a taxa de empregabilidade de acordo com os dados do INE. Mesmo que o mercado se adapte, ainda vai levar algum tempo e a incerteza no futuro faz com que algumas pessoas adiem decisões importantes. E, mesmo que algumas pessoas olhem para a situação atual como uma oportunidade de fazer crescer o seu negócio, acredito que não será a maioria.

A solução

As soluções alternativas poderão passar por avaliar os recursos disponíveis de forma a reduzir os custos das empresas. Além das razões de segurança, a contratação de profissionais em regime de teletrabalho, por ser uma alternativa mais económica, é uma tendência cada vez maior.

A oportunidade

Em Portugal, a profissão de assistente virtual estava a crescer muito timidamente e quase despercebida da maioria das pessoas. Com a pandemia, cresceu a procura por estes profissionais, pelas razões acima mencionas, e cresceu também a oferta devido à disponibilidade das pessoas que ficaram sem trabalho.

Conseguir transformar uma situação de desemprego numa oportunidade de negócio pode ser um desafio, a solução para  criar o seu posto de trabalho. 

A assistência virtual é tão vasta que eu não conseguiria mencionar todas, mas hoje é possível rececionar chamadas, responder a e-mails, agendar reuniões e consultas, escrever e corrigir textos, inserir dados, gerir uma agenda digital sem sair de casa ou em qualquer lugar.

Estes profissionais vão respondendo às necessidades de outros profissionais com recurso a tecnologia e aos conhecimentos que têm.

Para transformar a sua situação de desemprego precisa de ter os recursos tecnológicos como computador e Internet e, acima de tudo, saber fazer bem alguma coisa.

Não precisa de saber fazer muitas coisas, mas o que quer que saiba fazer numa determinada área, que seja com profissionalismo. Mas mesmo para quem acha que não é possível trabalhar como assistente virtual por não ter experiência, pode estar muito enganado.

3 Perguntas para tirar as dúvidas


O que fazia antes?

Se anteriormente trabalhava na área administrativa, pense nas tarefas que executava e de que forma poderá ajudar outros profissionais com as suas competências. O mesmo para a área financeira ou comercial.

O que sabe fazer agora?

Se tem uma competência muito específica como tradução, design, escrita, poderá oferecer estes serviços como freelancer a outros profissionais de forma virtual.

O que gostava de fazer?

Esta poderá ser uma oportunidade de mudar de vida na área profissional. Talvez sempre tenha trabalhado numa determinada área e sonhado com outra. Se está sem emprego, pense no que gostaria de fazer como profissão e invista em formação. Pesquise no mercado a oferta disponível para o que procura. Também existem cursos on-line e gratuitos que podem ajudar numa fase inicial. 

Analise as suas competências e veja se estas respondem a alguma necessidade no mercado atual. Poderá ter nas mãos o "saber fazer" que adquiriu sem uma certificação formal ou que aprendeu sozinho.

Avalie se esta poderá ser uma oportunidade para fazer o que sempre desejou, mas que nunca teve coragem.   

Até breve,

Cristina


O medo pode funcionar como uma proteção para a nossa sobrevivência, mas se nos condicionar e impedir de fazer coisas que queremos, não evoluímos e também pode colocar em causa o nosso progresso profissional.

Quando precisamos de escrever uma sigla ou um acrónimo, num texto ou num currículo, temos de seguir algumas regras. Se o PIB (Produto Interno Bruto) é um acrónimo, por que razão PME (Pequenas e Médias Empresas) é uma sigla?